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Seis princípios para uma governança de dados bem-sucedida

Cristiane Massena
Escrito por Cristiane Massena
Seis princípios para uma governança de dados bem-sucedida
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Existem seis princípios que alicerçam as iniciativas de um programa governança de dados bem-sucedidas que Nicola desenvolveu ao longo de sua carreira na implementação (e às vezes não tão bem nos primeiros dias) em diversas organizações que são:

Cd com letras

Descrição gerada automaticamente com confiança média
Fonte: adaptado de Nicola Askam
  1. Vantagens: Identifique os benefícios de modo mensurável da governança de dados.
  2. Capacitação: Prepare, capacite-se e estimule que seu time tenham os recursos, conhecimento e atualização constante.
  3. Personalização: Adapte uma metodologia de governança de dados às necessidades da organização.
  4. Simplicidade: evite a complexidade e facilite a incorporação da governança de dados.
  5. Entregas: Faça entregas constantes e comunique às áreas.
  6. Evolução: Desenvolva sua estrutura à medida que sua organização evolui para obter mais ganhos.

E agora detalharemos cada um dos princípios:

1.Vantagens

Por que sua organização possui Governança de Dados? Qual é o objetivo?

Você precisa deixar claro quais benefícios serão obtidos e porque isso é importante para sua empresa. Particularmente, acredito que quando se implementa um programa de Governança de dados para fins de melhores práticas está fadado ao fracasso.

Entender o porquê sua organização está implementando a governança de dados, e, se não está claro o motivo, será fácil se desviar e perder o foco. O ‘porque’ é o orientador para que a organização saiba o que esperar do programa de governança de dados.

Evite usar termos de forma vaga ou genérica, por exemplo “teremos mais eficiência” ou “haverá melhores oportunidades”, principalmente aos superiores, e sem respostas consistentes sobre os benefícios e números tangíveis, não haverá um legítimo interesse, ou um patrocínio consistente com o tempo.  

NT:  Exemplifique de forma prática as vantagens a curto, médio e longo prazo será mais fácil obter apoio. Algumas sugestões como: agilidade em processos, monetização de dados são bons exemplos que podem auxiliar na mensuração das vantagens e benefícios.

2.Capacitação

Muitas pessoas (inclusive a autora – mas isso é uma história para outro post!) acidentalmente, acabam atuando em Governança de Dados e, geralmente, sem nenhuma experiência ou conhecimento prévio do que exatamente você deveria fazer.

Juntamente com o fato de haver tantas coisas confusas, conflitantes (e algumas completamente erradas) na internet, é fácil haver dúvidas ou, alternativamente, ou ficar patinando em alguma fase da estruturação da Governança de Dados.

É por isso que elaboro meus artigos, vídeos e treinamentos com uma linguagem simples e direta para desenvolver conhecimento e as habilidades de que precisam para ter sucesso.

3.Personalização

A Estrutura de Governança de Dados deve ser personalizada para sua organização, não há um padrão que sirva a qualquer empresa.

Uma estrutura de governança de dados é um conjunto de regras, procedimentos, políticas, funções e processos organizacionais e aculturamento para colocar todos em sua organização na mesma página na implementação e desenvolvimento do programa.

Ao meu ponto de vista, para ter êxito é primeiro descobrir por que sua organização precisa de governança de dados e delimitar o escopo de atuação, em seguida, projetar e implementar uma base que atenda a essas necessidades.

Programas baseados em soluções padronizadas muitas vezes acabam em desperdício de tempo e dinheiro pois geralmente são complexos, complicados e fora da realidade da organização.

NT: fuja de soluções mágicas ou receitas de bolo, identifique os gaps e atue de forma constante e ativa. Uma sugestão é analisar oque o mercado está fazendo e analisar o que pode ser adaptado à organização.

4. Simplicidade

Eu nunca vi uma estrutura/abordagem excessivamente complexa ou engessada para Governança de Dados que tenha funcionado. Não tente permitir todas as eventualidades possíveis – você vai amarrar a si mesmo e seus usuários de negócios em nós e criar algo que é muito complicado de implementar, e todos resistirão a adotá-lo.

Descobri (da maneira mais difícil) que a simplicidade é melhor – lembre-se de que você sempre pode adicionar detalhes à medida que sua abordagem de governança de dados amadurece e pode acrescentar mais atividades ao seu escopo mas comece com uma proposta simples, e cresça a partir daí.

5.Entregas

As entregas estão ligadas à simplicidade. Ao longo dos anos, tenho visto muitas organizações falharem porque tentam fazer tudo de uma única vez. Costumo chamar isso de “abordagem do big bang”. É provável que seja muito grande e cansativo para seus stakeholders fazer isso de uma só vez e que você não obterá aprovação, mas, se o fizer, é improvável que seja bem-sucedido, pois é uma mudança muito grande tudo de uma vez para os usuários de negócios aceitarem e se adaptarem.

É muito melhor adotar uma abordagem de entregas constantes e atuação em fases de forma planejada e constante, mas seguramente, implantar sua Estrutura de Governança de Dados em toda a sua organização.

NT: escolher uma área, ou assunto para iniciar a governança de dados tende a ser mais consistente e benéfica do que implantar tudo de uma vez na empresa toda, além de ser exaustivo, tende a ser complicado e acaba prejudicando apoio e parcerias.

6.Evolução

Não é só porque devemos zelar pela simplicidade e entregas constantes que não devemos evoluir. Não cometa o erro de pensar que projetar e implementar um framework de Governança de Dados é uma atividade “pontual”, na verdade é uma atividade contínua!

É necessário revisitar constantemente o programa e a forma de atuar com os dados à medida a organização se reestrutura interna ou mesmo diante de novos cenários como regulamentações, novos produtos, serviços, concorrência etc.

Todas essas coisas afetarão a capacidade de sua iniciativa de permanecer relevante e fornecer o suporte adequado à sua organização, e é por isso que a governança também precisa ser reanalisada para corrigir.

Quando uma iniciativa de governança de dados é liderada como um projeto, parece que o progresso está sendo feito à medida que as tarefas são concluídas. No entanto, nada substancial mudará até que as pessoas mudem.

Para mudar comportamentos, atitudes e cultura, você deve conquistar engajamento. Isso quase sempre é ignorado quando o sucesso da iniciativa é medido por resultados marcados em uma lista de verificação.

NT: sem engajamento nenhuma mudança é duradoura, e governança de dados é estratégica, mas também é aculturamento para dados. Como dizia Peter Drucker: “a cultura come a estratégia no café da manhã”

Incorpore estes princípios para garantir que seu programa de Governança de Dados seja bem sucedido em qualquer fase. Nicola é superacessível e aberta para tirar dúvidas e sugestões: question@nicolaaskham.com.

Artigo traduzido e com alguns “pitacos” mas originalmente The Six Principles for Successful Data Governance de autoria de Nicola Askham

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One Reply to “Seis princípios para uma governança de dados bem-sucedida”

Onde encontro uma estrutura padrão de governança de dados? - ABRACD - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIÊNCIA DE DADOS

[…] Como sugestão, finalizo com este artigo que traduzi anteriormente: Seis princípios para uma governança de dados bem-sucedida, que complementa este […]

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