Governança de dados? Por onde começar….

Com a necessidade iminente de se adequar a LGPD, como postei no artigo Nova lei de proteção de dados: vai mudar o que pra você?, ressurge uma necessidade de governança mais adequada aos dados.

A Governança de Dados abrange uma série de políticas, práticas e processos que ajudam a garantir o gerenciamento de ativos de dados dentro de uma organização, incluindo métodos, tecnologias e metodologias que engloba segurança e privacidade, integridade, usabilidade, integração, conformidade, disponibilidade, funções e responsabilidades e gerenciamento geral dos fluxos de dados internos e externos dentro de uma organização.

Podendo ser definido como um“sistema de direitos de decisão e responsabilidades para os processos relacionados com os dados”. (Data Governance Institute)

Consiste no “o exercício de autoridade e controle (planejamento, monitoramento e fiscalização) sobre o gerenciamento de ativos de dados.” (DAMA International) É interessante o ponderamento de Pete Stiglich, sobre esta definição:


O que exatamente significa exercer “autoridade, controle e tomada de decisões compartilhadas… sobre o gerenciamento de ativos de dados” e quais são algumas ramificações práticas disso? Exatamente quem precisa exercer “ autoridade, controle e tomada de decisão compartilhada?”

Seguindo este raciocínio, práticas inadequadas de modelagem de dados ditam a estrutura e o formato dos dados para atender às necessidades imediatas.

Por isso que a Governança de Dados é obviamente necessária para exercer autoridade para minimizar sempre que possível esses silos de informações dispendiosos (cada um exigindo mais licenciamento, mais hardware, mais trabalho (análise duplicativa, modelagem, gerenciamento)) e os custosos esforços de integração.

Os dados são ativos não fungíveis (ou seja, insubstituíveis), e caso não seja devidamente tratado, entendido, analisado, ou sua fonte for questionável compromete-se ou anula-se o seu valor ou o mesmo não será percebido. Governar os dados, é importante para o bem dos negócios!!

Portanto, a governança de dados deve trabalhar de forma colaborativa entre as unidades de negócios. Não pode ser somente uma imposição, tem que ser um trabalho constante com uma visão de que os dados como um ativo competitivo em vez de um mal necessário e defina metas claras para melhoria constante dos dados.

Além de facilitar o cumprimento da LGPD, governar e gerenciar os dados tem como benefícios que o Instituto de Governança de Dados menciona:

  • Reduzir os custos principalmente por retrabalho e perda de tempo procurando e tratando os dados;
  • Procedimentos mais precisos em torno de atividades de regulamentação e conformidade;
  • Maior transparência em qualquer atividade relacionada a dados;
  • Ajudar a instituir melhor treinamento e práticas educacionais em torno do gerenciamento de ativos de dados;
  • Aumento no valor dos dados de uma organização;
  • Capacidade de fornecer sistemas de dados padronizados, políticas de dados, procedimentos de dados e padrões de dados;
  • Melhor resolução de problemas de dados passados ​​e atuais;
  • Melhor monitoramento, rastreabilidade e qualidade para os dados;
  • Crescimento geral da receita da empresa.

O Data Management Body of Knowledge, mais conhecido como DMBok abrange as principais funções de Gerenciamento de Dados e os papéis que precisam existir para que haja uma governança eficiente que serão abordados na continuação deste artigo.

Fontes:

GUESS, A.R.The Difference Between Data Governance & Data Management.

KNIGTH, M. What is Data Governance?.

STIGLICH, P. Data Governance vs. Data Management

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