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Plataformas de aulas presenciais usam tecnologia para diminuir o tempo online

DINO
Escrito por DINO
Plataformas de aulas presenciais usam tecnologia para diminuir o tempo online
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As aulas e cursos online já são conhecidos de quem quer se especializar nos mais diversos assuntos, mas com a pandemia mais branda e dando sinais de queda no número de infectados e na média de mortes, o presencial se torna cada vez mais valorizado. As pessoas estão buscando se reconectar e trabalhando para que a saúde mental, muito prejudicada pelos anos de quarentena, seja restaurada. A opção de algumas pessoas por aulas e workshops 100% presenciais, mesmo com a grande oferta de cursos online, enfatiza essa tendência. Diversas ferramentas vêm surgindo com tecnologias que facilitam esses encontros e entre elas, estão as aulas presenciais encontradas por geolocalização, ou seja, através de plataformas que reúnem quem quer aprender algo com quem está perto e pode ensinar.

Usando a tecnologia para promover o encontro presencial entre “instrutores” (pessoas comuns que podem transmitir e monetizar seus conhecimentos diversos) e “alunos” (aqueles que querem aprender algo novo — um novo hobby, uma habilidade, uma experiência de lazer), essas ferramentas permitem combinar data, valores de aula, saber mais sobre os conteúdos e com tudo marcado, alunos e instrutores podem se encontrar para trocar conhecimento. As opções de aulas vão de sushi à marcenaria, de drinks à jardinagem, de bordado a churrasco, skate, grafite, charcutaria, automaquiagem e muitos outros. Tudo com o objetivo maior de trazer mais equilíbrio para o uso exagerado da tecnologia e das telas na rotina das pessoas, promovendo cada vez mais o encontro físico.

Para utilizar, o usuário digita na busca o que quer aprender e as ferramentas mostram, por geolocalização, quem está por perto e pode encontrar e ensinar. Para os “instrutores”, há um processo online de cadastro das aulas, valor, duração, agenda, local, fotos, vídeos, depoimentos e todos os detalhes da experiência. As informações passam por uma aprovação prévia e as aulas ficam disponíveis para agendamento na plataforma, que fica com uma comissão pelo serviço.

A ideia é aumentar o tempo offline, conversar, trocar conhecimento, aprender algo novo. E para isso, o cardápio de aulas pode ter, na área de gastronomia, aulas de panificação,  drinks, temperos, sushi, regiões vinícolas, churrasco, hambúrguer artesanal, charcutaria e defumação caseira, entre outras. Para quem quer exercitar corpo e mente, tem instrutores de skate, surf, embaixadinha, patins, stand up paddle, pesca, xadrez, yoga e meditação na praia. Para os que procuram aprender artes manuais, tem criação da própria aliança, oficina de bijouteria, crochê, intervenção em fotografia, aquarela, bordado e até aula para confeccionar e soltar pipa.  E tem também opções de serviços, como marketing em eventos musicais, maquiagem, cores pessoais e muitos mais.  

Uma dessas ferramentas é o Knolla, criada por Diogo Mello em 2018, antes de qualquer ideia de pandemia. Mas por conta do novo coronavírus ela precisou esperar um pouco para acontecer e acabou tendo nesse grande imprevisto uma prova de que o presencial é mais do que necessário. “Queremos que as pessoas saiam de casa e vivam de verdade. O online tem mil utilidades, mas fomos longe demais e estamos pagando com a nossa saúde mental. Precisamos do real, do contato humano. Socializar e aprender algo novo com a mão na massa é terapêutico”, afirma o fundador da plataforma. “Tivemos uma demonstração global disso com o isolamento vivido na pandemia. Com tanta tecnologia em nossa rotina, poder estar offline é não só um novo luxo, mas uma necessidade”, ele completa.  

Para quem vai ensinar, esse tipo de aplicativo rentabiliza o conhecimento. Já para quem quer aprender, o intuito é facilitar a busca por aprendizados não-convencionais, momentos de lazer individual ou em grupos fechados entre amigos. Inicialmente, as ferramentas funcionam apenas em formato de “workshops” — aulas pontuais com início, meio e fim no mesmo dia e que podem ser mais básicas ou mais avançadas, caso a caso.

Alguns instrutores cadastrados contam sobre suas experiências: Francesca Sanci, mixologista e sommelier, é uma delas e tem as aulas em grupo ou individuais disponíveis. Ela ensina a fazer drinks diversos e ajuda quem não entende do assunto a fazer coquetéis básicos para receber amigos, festinhas e o que mais quiser. Já Brenno, instrutor de skate, destaca a aula de Longboard Dancing, que mistura o esporte e o estilo de vida do skate com coreografias. A aula conta com alongamento, aquecimento, exercícios de carving e pode ser feita individualmente ou em grupo.

Carioca, apaixonada pelo ramo da beleza e profissional formada em maquiagem, Natasha oferece a aula de automaquiagem para pele negra, em que ensina preparação de pele, aplicação de base, corretivo, contorno e iluminação, além de identificar o tipo de maquiagem ideal para a aluna e dar dicas para a saúde da pele. “É possível ensinar algumas noções básicas mesmo a clientes que não sabem nada sobre esse universo. É importante descomplicar a maquiagem e mostrar o quanto um ‘acordei assim’ pode fazer diferença”, diz ela.  

Diogo conta que a ideia surgiu do incômodo que se tornou o uso descontrolado das redes sociais, celulares e afins, somado a um episódio que viveu no nascimento de seu primeiro filho: “Nunca preguei um prego na vida, mas queria fazer o berço do meu filho. Desenhei, mas na hora de construir procurei muito e não achei quem me ensinasse”, conta. “Pensei em quantas pessoas no meu bairro devem ter noções de marcenaria – por hobby, por profissão – e que pelo preço certo teriam prazer em me encontrar e me ensinar. Juntando uma coisa com a outra, surgiu o Knolla”, finaliza.

 

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