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Investir em educação contínua é essencial para o profissional do futuro

DINO
Escrito por DINO
Investir em educação contínua é essencial para o profissional do futuro
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As profissões do futuro são um assunto muito discutido atualmente e, de certa forma, pode deixar algumas pessoas aflitas. Isto ocorre porque muito se especula sobre a dimensão que a tecnologia vai alcançar nos próximos anos e como isto afetará a participação humana no mercado de trabalho.

A preocupação de que robôs irão substituir a mão de obra humana não é sem fundamento. De acordo com a consultoria Boston Consulting Group, até 2025, um quarto dos empregos existentes serão substituídos por softwares e robôs. A automação é atrativa pois pode permitir que algumas tarefas sejam executadas com mais precisão, agilidade e produtividade do que se estivessem sendo feitas por alguém.

No entanto, é importante lembrar que o desenvolvimento da tecnologia também faz com que novas profissões surjam. Segundo o Relatório da Comissão Global do Futuro do Trabalho, de 2019, 65% das crianças que estão entrando na escola atualmente irão trabalhar com profissões que ainda nem existem.

O certo é que, independentemente de qual seja a profissão ou ocupação, ela será modificada pela tecnologia. Os médicos não ficarão sem função, mas terão que trabalhar junto com robôs, por exemplo. De acordo com a OMS, Organização Mundial de Saúde, o uso de tecnologias como IoT, Inteligência Artificial, Big Data, entre outras, fazem parte do movimento chamado de Saúde 4.0. 

Outro exemplo é a profissão do advogado. Já existem sistemas de inteligência artificial que conseguem analisar dezenas de documentos em segundos e criar relatórios a partir da própria avaliação. Isto significa que o trabalho dos advogados é otimizado, e não substituído. A relação com o cliente também exige um lado mais humano e de sensibilidade, o que não será feito por um software.

Certamente, as profissões do futuro estão relacionadas com demandas ligadas à experiência do usuário, gerenciamento de grande quantidade de dados e cibersegurança, que vão crescer cada vez mais. Por isto, profissões da área de TI são a maioria entre os 25 empregos em alta em 2022, de acordo com pesquisa do site LinkedIn: Recrutador especializado em tecnologia; Engenheiro de confiabilidade de sites; Engenheiro de Dados; Especialista em Cibersegurança; Gestor de Tráfego; Engenheiro de Machine Learning; Cientista de Dados; Analista de Desenvolvimento de Sistemas; Engenheiro de Robótica; Desenvolvedor Back-End; Consultor de Gestão de Dados.

Wagner Sanchez, pró-reitor do Centro Universitário FIAP, afirma que para se destacar no mercado de trabalho é necessário investir em educação contínua e listou três capacidades importantes para se obter o destaque desejado atualmente: criatividade e inovação, resolução de problemas complexos e gestão de pessoas. “O profissional de agora e do futuro precisa ser o grande condutor dentro das organizações na solução de problemas complexos e importantes, além de pensar logicamente para enfrentar os desafios provenientes das transformações digitais”, afirma Sanchez.

Existem vários caminhos para manter-se em aprendizagem contínua na área de T.I. Uma das opções é cursar um bacharelado, como por exemplo Sistemas de Informação ou Engenharia de Computação. Ou até mesmo uma graduação tecnóloga, que é voltada para o mercado de trabalho, com cursos mais práticos e que focam somente em determinado campo do saber, como Defesa Cibernética e Banco de Dados. Para profissionais que já estão há mais tempo no mercado, um MBA é uma boa escolha para um upgrade na carreira e no conhecimento, além de alguns cursos de atualização, que são mais curtos.

“Hoje, aprender precisa ser um hábito, principalmente nessas carreiras, porque tudo muda muito rapidamente. Um bom cientista de dados hoje pode não funcionar tão bem daqui a uns anos, então precisa se reciclar. É um grande desafio das carreiras do futuro: tudo tem prazo de validade curto, porque as ferramentas e o modo de desenvolver, extrair dados e criar o design evoluem”, conclui o pró-reitor da FIAP.

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