Notícias Corporativas

Brasil acumula mais de 260 mil mortes por doenças do coração em 2022

DINO
Escrito por DINO
Brasil acumula mais de 260 mil mortes por doenças do coração em 2022
Junte-se a mais de 3.000 pessoas

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos sobre Data Science

As doenças cardiovasculares provocam 2 vezes mais mortes do que todos os tipos de câncer juntos no Brasil. As DCVs, forma como os especialistas chamam esse tipo de doença que afeta o coração, são a causa número 1 de mortes no país, o que representa cerca de 30% de todos os óbitos em solo brasileiro. 

Nos oito primeiros meses do ano (janeiro a agosto) já foram contabilizadas pelo Cardiômetro mais de 260 mil mortes. Para a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), boa parte das mortes que compõe essa estatística podem ser evitadas: o cuidado preventivo, como a realização de exames periódicos e a prática de exercício físico por pelo menos 150 minutos por semana podem fazer com que os fatores de risco das doenças cardiovasculares sejam minimizados e o paciente viva bem por mais tempo, o que posterga um infarto e um aneurisma, por exemplo. 

Para o fisioterapeuta intensivista Luiz Guilherme Calderon, o aumento no número de mortes por doenças do coração é um reflexo da pandemia. Segundo ele, desde o início do isolamento social, as pessoas pararam de comparecer às consultas e aos exames de rotina. “A população ficou com medo do vírus em 2020 e começou a evitar ambientes hospitalares. Mas agora, o que percebo é que muita gente não voltou a cuidar da saúde como antes da pandemia, indo ao médico de forma preventiva”.

De acordo com Luiz Guillherme, os casos de Covid-19 também contribuíram para o aumento da estatística: “o número de mortes durante e pós-covid também reflete no aumento das vítimas por parada cardiorrespiratória. Mas, para além da questão pandêmica, é necessário ressaltar que o atendimento rápido às vítimas desse tipo de parada é fundamental para o salvamento dessas pessoas”, completa. 

Segundo a American Heart Association (AHA), 90% das pessoas que sofrem paradas cardíacas morrem antes de chegar ao hospital. O socorro nos 10 primeiros minutos é o que faz com que as vítimas sobrevivam e fiquem com menos sequelas, evitando que o paciente tenha morte cerebral a partir dos 10 minutos que sucedem a parada cardíaca. 

No Brasil, houve um aumento de até 132% no número de mortes devido às doenças cardiovasculares durante a pandemia. É o que aponta um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a SBC. O levantamento também apresenta um crescimento nas mortes em domicílio durante o período, sobretudo por AVC, com 230 mil casos.

Um aplicativo gratuito foi criado para auxiliar no socorro às vítimas de parada cardíaca fora do ambiente hospitalar. Com o My Heart Safe, a população consegue mapear onde existem desfibriladores externos automáticos (DEAs) disponíveis para serem usados durante o atendimento e ainda encontrar profissionais da saúde para o primeiro atendimento à vítima até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU.

Além do socorro prestado pelo SAMU e dos aplicativos que auxiliam na busca de equipamentos e profissionais da área, a capacitação de socorristas habilitados a atender esse tipo de ocorrência de urgência também é uma alternativa no intuito de salvar as vítimas de doenças do coração e fazer com que a estatística diminua. O Instituto Terzius em parceria com a Curem, ambos especializados em treinamentos  em emergência e terapia intensiva, já treinaram mais de 100 mil profissionais da área em conjunto. 

A medicina intensiva é uma especialidade que tem como objetivo estabelecer padrões sobre a forma como os pacientes em estado crítico, internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), devem ser cuidados. A especialidade esteve em evidência em 2020 e 2021 devido ao tratamento de pacientes com Covid-19, mas também é referência no atendimento à população que possui doenças no coração.

Licença de uso do conteúdo.

O conteúdo do Portal ABRACD.org foi escrito sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.