Notícias Corporativas

Bancos digitais crescem, mas falta de confiança ainda é empecilho, diz pesquisa

DINO
Escrito por DINO
Bancos digitais crescem, mas falta de confiança ainda é empecilho, diz pesquisa
Junte-se a mais de 3.000 pessoas

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos sobre Data Science

A Febraban divulgou uma pesquisa que aponta o aumento de aberturas de contas e transações bancárias efetuadas pela internet. A pesquisa revelou que, pela primeira vez, a abertura de contas digitais superou as contas tradicionais no Brasil. Foram mais de 10,8 milhões de contas abertas contra 9,9 milhões de contas físicas em 2021. Apesar de o país demonstrar destaque na adesão às contas digitais, em escala global ainda há um empecilho a ser enfrentado pelos bancos digitais — a confiança dos usuários. 

Um levantamento feito pela Accenture afirma que, no mundo, as contas digitais possuem um público potencial de 1,4 bilhão de pessoas em 28 países, as quais não têm contas digitais, mas afirmaram ter motivação à abertura. Porém, a falta de confiança e familiaridade com os serviços financeiros digitais são os principais obstáculos enfrentados pelos bancos virtuais. 

A falta da interatividade presencial se mostrou uma preocupação persistente, segundo a pesquisa. Tendo em vista que o conteúdo presente nas contas digitais é de grande sensibilidade e que parte das pessoas estava habituada à rotina de uma agência bancária, é compreensível que uma parcela dos usuários apresentem resistência, principalmente os menos habituados à tecnologia. 

“As contas digitais carregam em si dados sensíveis e de fácil acesso, trazendo hesitação. Nesses casos, a biometria facial é uma alternativa que corresponde às expectativas de segurança dos usuários, já que permite o acesso apenas ao proprietário da conta”, é o que diz Rodrigo Santos, Product Owner do produto de biometria da Vsoft.

Um estudo de caso divulgado pela multinacional Jumio também reforça a importância da segurança na conquista e permanência da confiança dos usuários. O estudo afirma que empresas financeiras tradicionais possuem uma leve vantagem em relação às digitais por deterem mais confiança dos clientes e que para atingir mais usuários, os bancos devem trazer inovação, mas que seja inteligente e segura. 

O futuro das transações bancárias

No Brasil, em 2022, 73% das transações bancárias recorrentes são digitais, de acordo com a pesquisa global da Mambu. O forte crescimento das movimentações digitais no Brasil confirmam que elas vieram para ficar.  

O estudo da Accenture afirma que os bancos digitais têm uma expectativa de crescimento de 70% com potencial para atingir 1,4 bilhão de pessoas. Além disso, a Juniper Research levantou a chance de, até 2027, os pagamentos realizados através da internet com autenticação biométrica terem um crescimento de 365% quando comparado à previsão de 2022, e podem chegar a movimentar US$ 1,2 trilhão no mundo inteiro. 

Para que isso aconteça, os serviços digitais precisam trabalhar a confiança e familiaridade dos usuários, afirma Rodrigo Santos: “Garantir uma experiência simples, sem fricção e que se assemelhe ao presencial proporcionará uma relação saudável com o cliente por aumentar a confiança e familiaridade do usuário”.

Licença de uso do conteúdo.

O conteúdo do Portal ABRACD.org foi escrito sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.